Vire essa folha do livro e se esqueça de mim
Finja que o amor acabou e se esqueça de mim
Você não compreendeu que o ciúme é um mal de raiz
E que ter medo de amar não faz ninguém feliz
Agora vá sua vida como você quer
Porém, não se surpreenda se uma outra mulher
Nascer de mim, como do deserto uma flor
E compreender que o ciúme é o perfume do amor
Vinícius de Moraes
OBS: O vídeo do Chico Buarque cantando essa música é alguma coisa de sensacional, é só jogar no youtube! Vale a dica.
terça-feira, 25 de novembro de 2008
domingo, 16 de novembro de 2008
Sublime
Na escuridão do quarto tudo se transforma em silhuetas imperfeitas da realidade!
É impressionante o quão lânguidas ficam as imagens na penumbra do quarto, aceso de paixão!
Trocou de cor, ela, então de verde, passou para o azul. Ele acordou com o verde, mas vestira o azul. Mais uma banalidade da escuridão?
- Não!
Aquela foi a forma mais singela e inocente que tiveram de mostrar que ambos haviam se deleitado, deliciaram-se com todo o fogo que a penumbra do quarto aceso pode proporcionar.
O azul representa a calmaria, o bem estar; o verde representa a esperança! Trocaram-se os papéis e se assumiram outros. O outrora atormentado, tornou-se esperançoso e posteriormente lívido. A anterior relutante tornou-se suscetível e posteriormente validou o voto no futuro iminente.
Quantas mensagens retiram-se de um simples ato.
O verdadeiro caráter está no dia-a-dia das pequenas atitudes; as que não representam nada e as que dizem muito.
Finalmente ele agradeceu, reconheceu o bem que a "belle de jour" havia lhe feito.
Esperava as raízes e via a linda flor sumir pela escada...
É impressionante o quão lânguidas ficam as imagens na penumbra do quarto, aceso de paixão!
Trocou de cor, ela, então de verde, passou para o azul. Ele acordou com o verde, mas vestira o azul. Mais uma banalidade da escuridão?
- Não!
Aquela foi a forma mais singela e inocente que tiveram de mostrar que ambos haviam se deleitado, deliciaram-se com todo o fogo que a penumbra do quarto aceso pode proporcionar.
O azul representa a calmaria, o bem estar; o verde representa a esperança! Trocaram-se os papéis e se assumiram outros. O outrora atormentado, tornou-se esperançoso e posteriormente lívido. A anterior relutante tornou-se suscetível e posteriormente validou o voto no futuro iminente.
Quantas mensagens retiram-se de um simples ato.
O verdadeiro caráter está no dia-a-dia das pequenas atitudes; as que não representam nada e as que dizem muito.
Finalmente ele agradeceu, reconheceu o bem que a "belle de jour" havia lhe feito.
Esperava as raízes e via a linda flor sumir pela escada...
segunda-feira, 27 de outubro de 2008
Lara
" Mãe, imagina se o tio Du me levasse na escola de carro?
Eu ia mostrar ele pra todas as minhas amiguinhas, mãe!
Ele ia me balançar no balanço
Me pegar no colo e levar pra salinha"
Nunca fui um entusiasta das crianças, aliás sempre fui avesso a elas. Mas essa minha priminha ( que me chama de tio ) tem feito as coisas mudarem. É de uma pureza tão grande, de uma sinceridade, ingenuidade.
Hoje acordei naquela ressaca, mas escutei a voz finíssima que vinha da cozinha. Lembrei-me do compromisso inadiável. Acordei pesado, tomei um banho para estar leve. Fiquei. Saí dos fundos e cheguei até a cozinha onde ela estava. Escondeu-se de mim. Minha vó riu. Minha mãe me desejou bom dia.
Depois de relutantes monólogos inquisidores que fiz a ela, resolveu falar:
- Vai me levar pra escola hoje, dudu ?
Ela não havia esquecido.
Não sei como narrar o momento em que a empurrei no balanço da escola, com todas as amiguinhas delas me olhando. Ela estava muito feliz; realizada de alguma forma.
O que se passa dentro da cabeça dela?
Se todas as pessoas se contentassem com tão pouco, com atos tão ímpares e fáceis... se as coisas fossem menos "complexíveis"...
Eu ia mostrar ele pra todas as minhas amiguinhas, mãe!
Ele ia me balançar no balanço
Me pegar no colo e levar pra salinha"
Nunca fui um entusiasta das crianças, aliás sempre fui avesso a elas. Mas essa minha priminha ( que me chama de tio ) tem feito as coisas mudarem. É de uma pureza tão grande, de uma sinceridade, ingenuidade.
Hoje acordei naquela ressaca, mas escutei a voz finíssima que vinha da cozinha. Lembrei-me do compromisso inadiável. Acordei pesado, tomei um banho para estar leve. Fiquei. Saí dos fundos e cheguei até a cozinha onde ela estava. Escondeu-se de mim. Minha vó riu. Minha mãe me desejou bom dia.
Depois de relutantes monólogos inquisidores que fiz a ela, resolveu falar:
- Vai me levar pra escola hoje, dudu ?
Ela não havia esquecido.
Não sei como narrar o momento em que a empurrei no balanço da escola, com todas as amiguinhas delas me olhando. Ela estava muito feliz; realizada de alguma forma.
O que se passa dentro da cabeça dela?
Se todas as pessoas se contentassem com tão pouco, com atos tão ímpares e fáceis... se as coisas fossem menos "complexíveis"...
quarta-feira, 22 de outubro de 2008
É bonita !
Não sou ateu, muito menos algum religioso de fervor, tenho minha própia espiritualidade. Acredito nela e me agarro a ela nos momentos difíceis. Tenho plena convicção de que tudo nesta vida tem uma motivação, uma razão, um porquê!
É tão difícil aceitar um rompimento, uma perda, um não, mas com o tempo vemos que de alguma forma aquela negativa nos melhorou como pessoa.
Nossas vidas são repletas de intempéries e desafios, cabe a nós decidirmos os caminhos... algumas vezes acertamos, noutras erramos feio. Tudo se move com o consentimento de alguma coisa extra-corpo, nesta espiritualidade em que acredito.
Diante desta máxima é que levo a vida leve, repetindo esse jargão batido. Creio que os momentos intensos, as vivências intensas nos deixam marcas tão profundas que nos rememorarão em tempos imemoriais num futuro longínquo, ou não. Temo pela vida breve e burocrática. Vivo cada instante como se fosse o último, prorrogo minha vida para o amanhã, a fim de aproveitar o hoje como se significasse o apocalípse de minha existência.
Talvez isso explique meu sorriso, minha alegria, minha ânsia pela vida ... a minha vida!!!!!
É tão difícil aceitar um rompimento, uma perda, um não, mas com o tempo vemos que de alguma forma aquela negativa nos melhorou como pessoa.
Nossas vidas são repletas de intempéries e desafios, cabe a nós decidirmos os caminhos... algumas vezes acertamos, noutras erramos feio. Tudo se move com o consentimento de alguma coisa extra-corpo, nesta espiritualidade em que acredito.
Diante desta máxima é que levo a vida leve, repetindo esse jargão batido. Creio que os momentos intensos, as vivências intensas nos deixam marcas tão profundas que nos rememorarão em tempos imemoriais num futuro longínquo, ou não. Temo pela vida breve e burocrática. Vivo cada instante como se fosse o último, prorrogo minha vida para o amanhã, a fim de aproveitar o hoje como se significasse o apocalípse de minha existência.
Talvez isso explique meu sorriso, minha alegria, minha ânsia pela vida ... a minha vida!!!!!
quinta-feira, 16 de outubro de 2008
Elogio ao sol
Como é bom acordar de manhã com aquela lua imensa, radiante, explodindo de calor !!!
Essa estrela tem o poder de deixar as pessoas mais felizes e receptivas. É impressionante como esta vivacidade é bela e eu, um contemplador da vida, venero essa situação mergulhado em serotonina.
Belas manhãs, belos dias, belas companias...
... um bom copo de alguma coisa bem gelada ...
... conversas de balcão em vão ( ou não )...
seja bem vindo SOL !! Traga sua luz indefectível para dentro dos corações mais tacanhos !!!
Essa estrela tem o poder de deixar as pessoas mais felizes e receptivas. É impressionante como esta vivacidade é bela e eu, um contemplador da vida, venero essa situação mergulhado em serotonina.
Belas manhãs, belos dias, belas companias...
... um bom copo de alguma coisa bem gelada ...
... conversas de balcão em vão ( ou não )...
seja bem vindo SOL !! Traga sua luz indefectível para dentro dos corações mais tacanhos !!!
quinta-feira, 9 de outubro de 2008
Um lugar
Faz tempo que eu procuro um lugar
Um lugar que me lembre o meu lugar
Um lugar onde tempo têm preguiça
Um lugar onde as pessoas se encontrem pelo prazer de se encontrar
Pelo prazer de falar
De contar estórias que podem até virar histórias
Das mais singelas as mais sagazes
Faz tempo que eu procuro um lugar simples
Um lugar onde a simplicidade seja exercida em toda sua sofisticação
Um lugar que espante as pessoas pela sua obviedade
Um lugar que me obrigue a sonhar
Sonhar infindavelmente sobre tudo e pelo nada
Faz tempo que eu procuro um lugar
Um lugar que faça as pessoas brilharem
Pelo simples fato de estarem ali
Pelo simples fato de serem elas mesmas
Conversa solta. Assuntos mil
O mundo. O Brasil. O futebol. A moça bonita
A vida que passa com graça
Um lugar original
Faz tempo que procuro você
( Composição minha e de um anônimo companheiro de balcão )
Um lugar que me lembre o meu lugar
Um lugar onde tempo têm preguiça
Um lugar onde as pessoas se encontrem pelo prazer de se encontrar
Pelo prazer de falar
De contar estórias que podem até virar histórias
Das mais singelas as mais sagazes
Faz tempo que eu procuro um lugar simples
Um lugar onde a simplicidade seja exercida em toda sua sofisticação
Um lugar que espante as pessoas pela sua obviedade
Um lugar que me obrigue a sonhar
Sonhar infindavelmente sobre tudo e pelo nada
Faz tempo que eu procuro um lugar
Um lugar que faça as pessoas brilharem
Pelo simples fato de estarem ali
Pelo simples fato de serem elas mesmas
Conversa solta. Assuntos mil
O mundo. O Brasil. O futebol. A moça bonita
A vida que passa com graça
Um lugar original
Faz tempo que procuro você
( Composição minha e de um anônimo companheiro de balcão )
terça-feira, 7 de outubro de 2008
Tropa do trapo
A ingratidão dói.
O não reconhecimento de tudo que foi feito, dói.
O adiamento, eterno talvez, de um sonho, dói muito.
... alguma coisa rasga, estraçalha, corrompe, deteriora ...
eu não sei como lidar com isso ...
com esses ....
com eles ...
asco, nojo, ódio, repúdio...
O não reconhecimento de tudo que foi feito, dói.
O adiamento, eterno talvez, de um sonho, dói muito.
... alguma coisa rasga, estraçalha, corrompe, deteriora ...
eu não sei como lidar com isso ...
com esses ....
com eles ...
asco, nojo, ódio, repúdio...
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