Agosto se passou com a rapidez da luz.
Á luz de novas realidades, vivo eu.
Eu caminho com a cabeça cheia de pensamentos.
Pensamentos esses que se traduzem em autoconhecimento.
Autoconhecimento significa ,em alguma medida, respeito.
Respeito a decisão alheia.
Atribulações do cotidiano agora me são frequentes.
Frequentes são as vezes que me pego refletindo sobre a vida.
Vida é algo que sempre se renova.
Renovo a mim mesmo.
Descobrir entre as coisas importantes a sua essência.
Essência é o que há de mais puro.
O amor como virtude, para que tenha sentido.
sábado, 5 de setembro de 2009
terça-feira, 11 de agosto de 2009
Maré
Vou me permitir contar outra impressão muito rotineira e intrigante no meu cotidiano, sonhador leitor.
Toda vez em que me vejo sem um norte, algum "plano B", eu sonho. É repousar a cabeça sobre o travesseiro e começam as alucinações. Até aí nenhuma novidade. Todos nós fazemos isso em algum grau.
O que me espanta é o conteúdo do sonho. Sempre o mesmo.
Tudo começa numa praia, estou rodeado sobretudo de familiares e amigos. Um dia de sol, normalíssimo. De repente o tempo se fecha. Vejo-me só. O céu escuresce de forma brutal, tons de cinza. Contudo, o que mais impressiona é o mar. Ele cresce a olhos vistos. Fica transtornado, revolto, bravio. E o ser humano que se encontra solitário na praia toma a atitude mais irracional. Vai em direção da arrebentação.
Daí pra frente é sempre conturbado, pra não dizer desesperador.
Até certo ponto eu consigo nadar e me "esquivar" das ondas. No entanto, as ondas só aumentam de tamanho, a maré sobe. Não dou mais conta de nadar, nem de respirar. Afogo.
Acordo.
Sempre com sede.
Tentei tirar algumas lições desse despropério:
1. Não é seguro nadar em mares que desconhece.
2. Em alguns casos, saber capitular é mais importante do que enfrentar a maré.
E não vou te cansar, náufrago leitor, já basta por aqui.
Uma explicação que eu ainda não alcancei e ainda trabalho nela é perguntar: para onde foram os que outrora me rodeavam?
Toda vez em que me vejo sem um norte, algum "plano B", eu sonho. É repousar a cabeça sobre o travesseiro e começam as alucinações. Até aí nenhuma novidade. Todos nós fazemos isso em algum grau.
O que me espanta é o conteúdo do sonho. Sempre o mesmo.
Tudo começa numa praia, estou rodeado sobretudo de familiares e amigos. Um dia de sol, normalíssimo. De repente o tempo se fecha. Vejo-me só. O céu escuresce de forma brutal, tons de cinza. Contudo, o que mais impressiona é o mar. Ele cresce a olhos vistos. Fica transtornado, revolto, bravio. E o ser humano que se encontra solitário na praia toma a atitude mais irracional. Vai em direção da arrebentação.
Daí pra frente é sempre conturbado, pra não dizer desesperador.
Até certo ponto eu consigo nadar e me "esquivar" das ondas. No entanto, as ondas só aumentam de tamanho, a maré sobe. Não dou mais conta de nadar, nem de respirar. Afogo.
Acordo.
Sempre com sede.
Tentei tirar algumas lições desse despropério:
1. Não é seguro nadar em mares que desconhece.
2. Em alguns casos, saber capitular é mais importante do que enfrentar a maré.
E não vou te cansar, náufrago leitor, já basta por aqui.
Uma explicação que eu ainda não alcancei e ainda trabalho nela é perguntar: para onde foram os que outrora me rodeavam?
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
Mesa de bar II
Foi você que me escutou.
Foi você que me viu rir desesperadamente.
Hoje, você foi minha amiga...
...mais do que você, só a loira...
Não tenho pudores com você, usei-a mesmo. Mas mesmo assim, serviu-me de recanto.
Obrigado.
Foi você que me viu rir desesperadamente.
Hoje, você foi minha amiga...
...mais do que você, só a loira...
Não tenho pudores com você, usei-a mesmo. Mas mesmo assim, serviu-me de recanto.
Obrigado.
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
Tormento II
Mas você é danada mesmo !!! Achei que tinha me livrado de vez desta tua presença desagradabilíssima. Nem pede licença, senta-se neste meu sofá branco e o torna meio acinzentado. Você o suja com algum desalento que não há limpeza que tire.
Eu lhe peço, saia da minha casa. Volte pra onde nunca deveria ter saído. Eu reconheço que por hora você está menos agressiva, menos feroz, menos ferrenha com tudo que lhe oferto. Contudo prefiro você longe. É tão cômico, porque apareces nestes momentos inoportunos? Alguém te forneces todas as minhas angústias, ou elas são tão latentes em meus olhos?
Também não quero que se explique. Somente sua presença já causa um desconforto no âmago, quando ousas pronunciar algo, mesmo que balbuciando, as palavras entram e parecem estar num looping sem fim.
Quando eu for dormir, espero que tenha respeito e fique na sala. No meu quarto você não é bem-vinda. Vá durmir com seus companheiros fúteis.
Quando eu acordar, espero que tenha ido embora. E não perca tempo escrevendo bilhetes, somente vá com todo o seu conluio. Esqueça-me, como tão magistralmente vinha fazendo, e se um dia supuser voltar para me fazer uma visita; não perca seu tempo.
Saberei trancar a porta.
Eu lhe peço, saia da minha casa. Volte pra onde nunca deveria ter saído. Eu reconheço que por hora você está menos agressiva, menos feroz, menos ferrenha com tudo que lhe oferto. Contudo prefiro você longe. É tão cômico, porque apareces nestes momentos inoportunos? Alguém te forneces todas as minhas angústias, ou elas são tão latentes em meus olhos?
Também não quero que se explique. Somente sua presença já causa um desconforto no âmago, quando ousas pronunciar algo, mesmo que balbuciando, as palavras entram e parecem estar num looping sem fim.
Quando eu for dormir, espero que tenha respeito e fique na sala. No meu quarto você não é bem-vinda. Vá durmir com seus companheiros fúteis.
Quando eu acordar, espero que tenha ido embora. E não perca tempo escrevendo bilhetes, somente vá com todo o seu conluio. Esqueça-me, como tão magistralmente vinha fazendo, e se um dia supuser voltar para me fazer uma visita; não perca seu tempo.
Saberei trancar a porta.
sexta-feira, 24 de julho de 2009
Sozinho
Ouço a vizinha tocar piano. Estou atento a tudo que se passa, porém não vejo nada. A energia acabou. No sofá, ao som de uma balada triste e de uma taça de vinho, reflito sobre mim mesmo. Este é o meu momento. O instante que me suporto. Já é difícil para mim. Imagino para os outros. O outrem reconhece em mim meus defeitos, minhas fissuras, meus nojos, a minha metade vil. O que será que ele enxerga? Alguns se arriscam e me dizem. Outros preferem o olhar da dúvida ou o do desdém. Se não bastasse, apontam o dedo, mas não me dão a solução, não procuram entender minhas aflições e agruras. Divago: acho que é o que mais tenho feito nesta quase total solidão.
A compania que outrora trouxe da terrinha me mostrou novas realidades que estou me acostumando a aprender. Sentados, olhando para um horizonte muito distante, pude perceber um sorriso em meu semblante. Contudo, ele estava longe, não de mim, mas de um sujeito que está em um lindo processo, meu amigo leitor. Uma metamorfose que é ladeada por verdadeiros amigos, verdadeiros amores. No plural. Amor este que insisto em dar, não abro mão, e sei que se consigo fazer brotar uma flor do asfalto de uns, conseguirei em você.
Dentre os textos que escrevi, esse me parece o mais esquizofrênico. É uma verborragia sem fim. Não paro para reler e não o farei. Gosto desse fogo, essa ânsia em escrever tudo. Desafogar todo o âmago. Escrever. Nunca as palavras darão conta. Serão sempre um presságio, um motivo, um viés; o caminho.
A luz voltou.
Meus olhos doem. A vizinha parou com o piano. Meu vinho acabou. Nada, porém, para ou apaga esse sujeito que tem gana pelo hoje, se entrega totalmente no que se propõe e, com fé, ruma para a trilha da felicidade; a tão buscada e tão vivida.
A compania que outrora trouxe da terrinha me mostrou novas realidades que estou me acostumando a aprender. Sentados, olhando para um horizonte muito distante, pude perceber um sorriso em meu semblante. Contudo, ele estava longe, não de mim, mas de um sujeito que está em um lindo processo, meu amigo leitor. Uma metamorfose que é ladeada por verdadeiros amigos, verdadeiros amores. No plural. Amor este que insisto em dar, não abro mão, e sei que se consigo fazer brotar uma flor do asfalto de uns, conseguirei em você.
Dentre os textos que escrevi, esse me parece o mais esquizofrênico. É uma verborragia sem fim. Não paro para reler e não o farei. Gosto desse fogo, essa ânsia em escrever tudo. Desafogar todo o âmago. Escrever. Nunca as palavras darão conta. Serão sempre um presságio, um motivo, um viés; o caminho.
A luz voltou.
Meus olhos doem. A vizinha parou com o piano. Meu vinho acabou. Nada, porém, para ou apaga esse sujeito que tem gana pelo hoje, se entrega totalmente no que se propõe e, com fé, ruma para a trilha da felicidade; a tão buscada e tão vivida.
quinta-feira, 23 de julho de 2009
Tormento I
Quem é você?
Que quer de mim?
Que tipo de melancolia te acomete?
Qual verdade te faz feliz?
Qual realidade te gere?
Qual tipo de maquiagem oculta tua face palpável?
Quais preceitos te trazem até mim?
Quais dogmas tu carregas?
Quais pecados te atormentam?
quarta-feira, 8 de julho de 2009
Mesa de bar I
Chega a ser arrepiante o quanto uma mesa de bar pode nos mostrar. Talvez por sempre estar próximo delas, eu sinto que são uma extensão do meu corpo, quando o copo a toca, sinto como se me tocasse tambem. Creio que ela, com a compania dos que a rodeiam, tenha me revelado algumas verdades importantes ultimamente.
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